20 anos da Lei Maria da Penha - 11.340/2006
2006 a 2026

20 anos da Lei Maria da Penha - 11.340/2006

Uma travessia de duas décadas da luta de Maria da Penha à ampliação da proteção às mulheres

0marcos históricos
0perguntas no quiz
0da Lei Maria da Penha
0central da mulher, 24 horas
Cronologia

Linha do Tempo

Histórico da Lei Maria da Penha: 20 marcos entre 1983 e 2026. Filtre por tema, busque por ano ou lei e abra os cartões para ver o contexto completo.

1983
Caso Maria da Penha 1984

Saída de casa

Após obter autorização judicial para a separação de corpos, Maria da Penha deixa a residência com as três filhas.

Caso Maria da Penha 1991 e 1996

Condenações e recursos

O agressor é julgado e condenado duas vezes, mas continua em liberdade enquanto recorre das decisões.

Caso Maria da Penha 2002

Prisão do agressor

Dezenove anos após o crime, Marco Antônio Heredia Viveros é preso e cumpre parte da pena em regime fechado.

Decisões do STF 2012

Ação pública incondicionada

O Supremo Tribunal Federal decide que, nos casos de lesão corporal resultante de violência doméstica, o Ministério Público pode oferecer denúncia independentemente da manifestação da vítima.

Legislação 2018

Descumprimento de medida protetiva torna-se crime

A Lei nº 13.641 tipifica como crime autônomo o descumprimento de medida protetiva de urgência.

Legislação 2020

Reeducação e acompanhamento

A legislação passa a prever que o autor de violência participe de programas de recuperação e reeducação, além de receber acompanhamento psicossocial.

Projeto MARÉ 2022

Migração do Projeto MARÉ

O Projeto MARÉ passa a acontecer nas dependências da UNICESUSC.

Conhecimento

Cinco perguntas sobre a Lei Maria da Penha

Responda e deslize o carrossel. Cada resposta traz uma explicação curta baseada na lei.

0acertos de
5
Lei Maria da Penha 01 / 05

Qual é o número da Lei Maria da Penha e em que ano ela foi sancionada?

Lei Maria da Penha 02 / 05

Quantas formas de violência doméstica e familiar contra a mulher a Lei Maria da Penha estabelece?

Lei Maria da Penha 03 / 05

Para pedir uma medida protetiva de urgência, a mulher precisa:

Lei Maria da Penha 04 / 05

Descumprir uma medida protetiva de urgência é:

Lei Maria da Penha 05 / 05

Qual serviço gratuito orienta mulheres em situação de violência e também recebe denúncias de terceiros?

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Vozes

Frases que atravessaram gerações

Retrato de Simone de Beauvoir
Ninguém nasce mulher: torna-se mulher.
Simone de Beauvoir
Acervo

Galeria histórica

Registros de 1827 a 2024. Clique em qualquer imagem para ver a explicação, a relevância e o impacto daquele registro, e navegue pela sequência com as setas.

Aula em uma classe de meninas, registro de cerca de 1900
1827
Registro da primeira convenção pelos direitos das mulheres, Estados Unidos
1848
Operárias em greve nas fábricas de camisas de Nova York
1857
Rita Lobato Velho Lopes, primeira mulher a se formar em medicina no Brasil
1887
Petição pelo sufrágio feminino na Nova Zelândia, 1893
1893
Clara Zetkin, idealizadora do Dia Internacional da Mulher
1910
Ativista sufragista com recortes de jornal sobre a conquista do voto
1918
Sufragista celebra a aprovação da 19ª Emenda no Senado dos Estados Unidos
1920
Celina Guimarães Viana, primeira eleitora registrada do Brasil
1928
Bertha Lutz, líder do movimento sufragista brasileiro
1932
Carlota Pereira de Queirós, primeira deputada federal do Brasil
1934
Tecelãs em jornada de trabalho na indústria têxtil
1943
Bertha Lutz, delegada do Brasil na conferência de fundação da ONU
1945
Simone de Beauvoir, autora de O Segundo Sexo
1949
Conferência Internacional do Trabalho, registro histórico da OIT
1951
Mulher assina um documento, imagem de acervo histórico
1962
Selo brasileiro comemorativo do Ano Internacional da Mulher, 1975
1975
Retrato de casamento em registro histórico
1977
Sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York
1979
Delegacia de Defesa da Mulher, modelo criado no Brasil
1985
Promulgação da Constituição Federal de 1988
1988
Sede da Organização dos Estados Americanos, em Washington
1994
IV Conferência Mundial sobre a Mulher, Pequim, 1995
1995
Plenário do Congresso Nacional, em Brasília
2002
Maria da Penha Maia Fernandes, que deu nome à lei
2006
Ato público pelo fim da violência contra a mulher
2013
Manifestação contra o feminicídio no Brasil
2015
Ato do 8 de Março na Praça da Sé, São Paulo
2018
Atendimento em delegacia especializada de defesa da mulher
2019
Mobilização pelo fim da violência contra a mulher
2021
Bancada feminina do Congresso Nacional
2021
Ato público pela igualdade salarial entre mulheres e homens
2023
Manifestação pelo fim do feminicídio
2024
Caminhos

Mapa do Fortalecimento

Do primeiro sinal de violência à reconstrução da autonomia: as etapas e os serviços que a Lei Maria da Penha garante. Cada passo pode ser dado no tempo de cada mulher.

  1. 1
    Reconhecer

    Identificar a violência

    A violência não é só física. A lei reconhece as formas física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.

    Entenda as formas
  2. 2
    Pedir ajuda

    Ligue 180 ou 190

    O Ligue 180 orienta e recebe denúncias, inclusive de terceiros. Em risco imediato, ligue 190.

    Ligar 180
  3. 3
    Proteger

    Medida protetiva

    Pode ser pedida na delegacia ou na Justiça, com base no depoimento da vítima, sem boletim de ocorrência.

    Ver a delegacia
  4. 4
    Orientar

    Assistência jurídica gratuita

    A Defensoria Pública orienta e acompanha o caso sem custo. Não é preciso advogado particular.

    Ver a Defensoria
  5. 5
    Acolher

    Cuidado psicossocial

    CRAS, CREAS e a rede de saúde oferecem escuta, acompanhamento e encaminhamentos.

    Ver o CREAS
  6. 6
    Fortalecer

    Rede e autonomia

    Grupos como o Projeto MARÉ, na UNICESUSC, e medidas como o auxílio-aluguel apoiam a reconstrução da vida.

    Conheça o MARÉ
Florianópolis

Rede de apoio

Atendimento gratuito e sigiloso. Toque para ligar direto ou copiar o contato.

Sede de uma delegacia de defesa da mulher

Você não está sozinha

Delegacias especializadas, defensoria pública e acolhimento psicossocial funcionam na cidade todos os dias.

Emergência, 24 horas

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Orientação

Perguntas frequentes

O que é medida protetiva e como consigo uma?

A medida protetiva de urgência é uma ferramenta destinada a proteger a mulher em situação de violência. Entre as medidas possíveis estão o afastamento do agressor do lar ou local de convivência, a proibição de contato e de aproximação da vítima e a fixação de alimentos provisórios, entre outras.

O pedido pode ser feito pela própria vítima à autoridade policial ou diretamente ao Poder Judiciário. A Defensoria Pública também pode prestar orientação e assistência jurídica gratuitamente. Não é necessário contratar advogado particular para solicitar a medida.

Em situações previstas pela Lei Maria da Penha, a autoridade policial pode determinar o afastamento imediato do agressor do lar, domicílio ou local de convivência com a vítima, observadas as condições estabelecidas pela legislação. A medida também pode ser determinada pelo juiz.

Para orientação e encaminhamento, é possível ligar para o Ligue 180, serviço gratuito de atendimento à mulher.

Preciso de provas para registrar o boletim de ocorrência?

Não. A vítima pode registrar a ocorrência relatando os fatos, e a ausência de documentos ou testemunhas não impede o registro.

Mensagens, fotos, vídeos, laudos médicos, documentos e informações sobre testemunhas podem ajudar na apuração dos fatos, mas não são requisitos para que a mulher procure a polícia ou solicite uma medida protetiva.

Além disso, a concessão de medida protetiva não depende necessariamente da existência de boletim de ocorrência, inquérito policial ou ação judicial.

Violência é só agressão física?

Não. A Lei Maria da Penha estabelece cinco formas de violência doméstica e familiar contra a mulher: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.

Além dessas categorias, a legislação brasileira passou a reconhecer e disciplinar outras formas específicas de violência contra a mulher. Entre elas está a violência vicária, incorporada à legislação em 2026, que ocorre quando o agressor utiliza pessoas ou coisas importantes para a mulher como meio de atingi-la ou causar-lhe sofrimento.

Assim, a violência contra a mulher pode ocorrer de diferentes maneiras e não se limita à agressão física.

Posso denunciar se a vítima não for eu?

Sim. Uma pessoa que presencia ou tem conhecimento de uma situação de violência pode buscar ajuda e comunicar o caso às autoridades.

O Ligue 180 recebe denúncias e orienta mulheres em situação de violência, além de também receber informações de terceiros. Em situações de emergência ou risco imediato, deve-se ligar para o 190, da Polícia Militar.

Quando houver risco imediato, a prioridade é buscar um local seguro e acionar o serviço de emergência.

Como navego neste site com segurança?

Prefira a navegação anônima do navegador, que não guarda o histórico da sessão. Se estiver usando um computador compartilhado, limpe o histórico depois e evite salvar senhas. Em situação de risco imediato, ligue 190.

Relevância e impacto

Acervo público do Wikimedia Commons
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